Autêntico

Nós queremos ser genuínos. Acreditamos que as pessoas autênticas irão se destacar dentre todo mundo e serão reconhecidas publicamente. Para muitos, ser genuíno significa ser diferente das outras pessoas de alguma maneira. Atingir a autenticidade seria brilhar no meio da escuridão e dar um novo sentido para o mundo? Em geral, as pessoas julgam a vida de alguém pelos resultados que ela é capaz de colher. Se ela é bem sucedida em seus desejos e sonhos, com certeza possui diferenciais em relação aos demais e, por esta razão, é uma pessoa que possui predicados muito especiais.

O que, necessariamente, pode não ser verdade, uma vez que, em nossos dias, ser bem sucedido significa atender as necessidades e desejos de uma grande quantidade de pessoas. Algumas pessoas são famosas por serem engraçadas ou por serem capazes de expor em
público o que a maioria das pessoas condena. Elas produzem um espetáculo com atitudes contrárias à moral ou às virtudes aprovadas pelas grandes massas e ficam famosas por algum tempo por estas atitudes. Durante a história da humanidade, ser autêntico não significou ser famoso ou ser uma unanimidade social. Ser autêntico custou um preço muito alto para aqueles que decidiram seguir com suas ideias e visões diferentes acerca do mundo.Ideias próprias acabam por isolar ou marcar os que seguem suas vidas, baseando-se em sua maneira de ver o mundo. Parece haver consenso que a visão de mundo de quem é autêntico é muito diferente da visão das pessoas comuns. Eles olham para os lugares distantes, dirigem-se para o futuro, quando a preocupação de seus semelhantes se resume ao presente e às grandes questões da sobrevivência. Visionários são desajustados. Idealistas são excêntricos. Eles vivem num mundo que não existe, que não pode ser visto e que talvez nunca existirá. Estas pessoas são gente que parece não se contentar com o pouco que satisfaz as maiorias. No tempo do Império Persa, um homem se destacou de todos os líderes de seu tempo. Ele tinha um espírito que o destacou. Todos os líderes notaram suas qualidades morais e não conseguiram encontrar vícios em sua administração do reino. Ele era leal em um tempo que reis eram envenenados e assassinados por aqueles que desejavam o reino. O que seus adversários não compreendiam era que o segredo da vida de Daniel era sua relação com o seu Deus. Esta era a única divergência entre eles e ele. Será que eles poderiam ser tão bons quanto ele? Ele era excelente em tudo que fazia. Se eles se ajuntassem poderiam vencê-lo, mas de que maneira? Eles teriam que atacá-lo em seu ponto fraco: sua devoção a Deus. Eles criariam uma lei que o impedisse de buscar ao seu Deus! Qualquer pessoa que invocasse o nome de qualquer deus num espaço de trinta dias seria condenado a cova dos leões. Mas, qual seria sua atitude frente a esta lei? Como ele reagiria? Como ele era autêntico, não interrompeu suas orações e não
fechou suas janelas que cavam abertas em direção à Jerusalém. Ele orou a Deus no andar superior de sua casa, de maneira que pudesse ser visto. Ele se dispôs a não voltar atrás em relação à sua fé e à sua maneira de viver. Decidiu pagar o preço, ainda que fosse lançado na cova dos leões. O que eles não sabiam é que a força de sua autenticidade era originária de sua obediência ao seu criador, Aquele que sabe o propósito para nossa vida e a razão porque devemos refletir a Sua glória em tudo que fizermos. Esta autenticidade nos fará felizes e plenos de sentido. Ainda que isto nos lance para os leões, Deus estará conosco e fará Seu nome conhecido. 

“Quando Daniel soube que o decreto tinha sido publicado, foi para casa, para o seu quarto, no andar de cima, onde as janelas davam para Jerusalém e ali fez o que costumava fazer: três vezes por dia ele se ajoelhava e orava, agradecendo ao seu Deus.” Daniel 6.10

Eli Moreira

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